As discussões que envolvem o patrimônio histórico, especificamente aos sinos da Igreja Matriz, voltaram ao plenário da Câmara Municipal durante a Tribuna Livre desta semana. O cidadão Luiz Carlos Carneiro Rocha utilizou novamente a tribuna para retomar questionamentos relacionados às intervenções realizadas na igreja e à substituição dos sinos, tema que já havia gerado debates anteriores no município, inclusive na Câmara.
Durante sua manifestação, Luiz Carlos afirmou que, após os primeiros questionamentos públicos, o tema gerou diferentes interpretações e posicionamentos entre moradores. “Depois que eu questionei os sinos houve muita conversa. Ouvi argumentos, histórias e justificativas diferentes, mas fiquei pensando... cadê o responsável por tudo isso?”, afirmou.
O cidadão também voltou a contestar algumas explicações apresentadas ao longo do processo. “Disseram que os sinos estavam rachados, depois falaram da estrutura de madeira. O sino não pertence à igreja; o sino pertence ao povo”, declarou.
Segundo Luiz Carlos, as dúvidas apresentadas não tinham relação com a obra em sua totalidade, mas especificamente com questões ligadas ao patrimônio histórico e à preservação da identidade cultural.
Após a manifestação, o vereador Darley Lopes utilizou a palavra e relembrou os questionamentos feitos anteriormente por ele nas redes sociais sobre a reforma da Igreja Matriz e a repercussão gerada na época.
“Eu dei a cara a tapa naquele momento questionando e não me arrependo. Fui julgado por muitos, mas nunca foi contra o padre; foi contra uma atitude que eu não concordava e continuo não concordando que é sobre outros pontos da reforma”, afirmou.
Darley ressaltou, entretanto, que as indagações apresentadas ao Conselho Municipal de Patrimônio receberam respostas formais e que, para ele, estão provadas por documentos, o que, por si só, encerra tal discussão, que foi sanada.
“Todos os questionamentos foram respondidos por documentos. Enquanto membro do Conselho do Patrimônio, tudo aquilo que questionei foi respondido e assinado. Para mim, foi bem esclarecido”, disse.















